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Antes de tudo uma pergunta básica: alguém pode me esclarecer por que horário de verão e não de primavera?

Agora sim.

Horário de verão. Há quem goste, quem abomine e quem fique indiferente.

Admito que essa história de sentar num bar para um happy hour com o sol ainda alto, sair pra minha corrida ou yoga noturna a ainda estar claro ou curtir a deliciosa sensação de que vou aproveitar mais tempo do meu dia pós-trabalho me agrada bastante.

Não me incomoda levantar às 5h30 com o dia ainda meio escuro e ter que acender a luz do quarto e banheiro. Meu organismo se adapta rapidinho. Todo ano é assim: uma hora pra frente, depois uma hora pra trás. Nada que uma boa noite de sono não resolva o problema. Eu acho o horário de verão tudo de bom.

Vejamos outro aspecto positivo e essencial: a função do horário de verão é economizar energia elétrica. Ao adiantarmos o relógio em uma hora fazemos com que o dia dure uma hora a mais o que significa uma hora a menos de energia. Por esse motivo que o norte e nordeste não aderem à medida – nessas regiões, próximas à linha do equador, a luminosidade é praticamente constante.

E como qualquer situação nos leva à reflexão, vamos lá: muitos afirmam serem dependentes do relógio, das horas e do tempo. E, por isso, quando uma hora do relógio é tirada certa insatisfação paira no ar.

Desde o fim de semana ouço pessoas reclamando: “não gosto do horário de verão”, “odeio o horário de verão, perdi uma hora de balada”, “perdi uma hora de sono”, “tive uma hora a menos com o meu namorado”… coisas do tipo. Fato que me causa certa estranheza, afinal estamos acostumados a perder. Não entendo porque tanta balburdia por mísera uma hora!

Quantas coisas já perdeu na vida? Quantas ainda deve perder? Quantas perde neste exato momento? Arrisca um palpite?

Será mesmo tão ruim perder tempo, perder uma hora?

Todo dia perdemos algo… um perde isso, o outro perde aquilo… a vida é assim, uma perda por dia… uma perda por hora… Ora, se tivermos uma hora a menos teremos menos perdas. Compreende?

Todos já perderam, perdem e continuarão perdendo no decorrer da existência humana.

Por vezes,

Perdemos hora

Perdemos sono

Perdemos vôo

Perdemos hábitos

Perdemos fôlego

Perdemos rumo

Perdemos a voz

Perdemos a vista

Perdemos o cabelo

Perdemos dentes

Perdemos parentes

Perdemos dinheiro

Perdemos emprego

Perdemos concentração

Perdemos raciocínio

Perdemos razão

Perdemos jogo

Perdemos humor

Perdemos paciência

Perdemos apetite

Perdemos peso

Perdemos amigos

Perdemos convívios

Perdemos tempo…

Perdemos…

Mas, em tudo, perdemos o que nós temos. Se temos, corremos o risco de um dia perder. Se não temos, não há o que perder.

Já dizia o britânico Bertrand Russel, influente matemático e filósofo: “O tempo que você gosta de perder não é tempo perdido.” Digo eu: E o tempo que você não gosta de perder pode ser um tempo perdido… Um paradoxo?! Talvez!

No mais, reclamem menos e saibam ganhar além das perdas. Tente perceber a perda e reconhecer o ganho.

Quer queira ou não, goste ou não, a todo momento perdemos e ganhamos.

Se você conseguiu perder alguns minutos do seu tempo para chegar ao fim deste texto. Parabéns!… e obrigada pela leitura, afinal perder ou ganhar é tão relativo, subjetivo…

Do mais, só me resta desejar vida longa pra você!

É isso.

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