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Muito tem se falado sobre o HPV, mas poucas pessoas sabem do que se trata.

Estudos no mundo comprovam até 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento da vida.

A maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune. Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos (que poderão ser detectados no organismo), mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.
Quer saber mais sobre o assunto?
Leia a entrevista com a médica ginecologista Juliane Lotuffo.
O que é o HPV?
É a sigla em inglês para papiloma vírus humano. Como o nome diz, é um vírus, na verdade uma família de vírus com mais de 100 subtipos. A maioria das infecções é causada por quatro tipos específicos: 6, 11, 16 e 18.
O HPV é facilmente contraído?
Sim, por contato direto com a pele infectada. Em 95% dos casos a transmissão se dá durante relações sexuais. É importante ressaltar que o HPV também pode ser contraído pelo uso de sabonetes, toalhas e/ou calcinhas contaminadas.
Como identificar o HPV? Há sintomas?
Há alguns sintomas, mas nem sempre eles aparecem. Por exemplo: coceira leve, dor durante o ato sexual ou corrimento. Doenças associadas: lesões de pele e mucosa. Os subtipos 16 e 18 são os de alto grau relacionados a tumores malignos, em especial câncer de colo de útero, câncer de pênis, região anal, entre outros.
Qual a relação entre HPV e o câncer do colo do útero?
Todo ano, cerca de 300 mil mulheres morrem no mundo vítimas do câncer no colo do útero. Para o surgimento desse tipo de câncer, é necessário que a vítima tenha sido infectada pelo o HPV. Ele é o grande vilão da história. 
O câncer no colo do útero é o segundo câncer mais frequente entre as mulheres.
Característica: o vírus pode ficar instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar. Pode aparecer em situações tais como: gravidez, estresse ou quando as defesas do organismo estão baixas. Nem todo mundo que se infecta com o HPV irá desenvolver câncer, porém não existe câncer sem o vírus.
Há outros fatores que aumentem o risco de a mulher desenvolver câncer do colo do útero?
  • Infecção com outras doenças sexualmente transmissíveis;
  • Muitos parceiros sexuais
  • Fatores sociais (baixa condição sócio-econômica);
  • Hábitos de vida (má higiene pessoal, uso prolongado de anticoncepcionais)
  • Atividade sexual precoce (antes dos 18 anos)
  • Gravidez antes dos 18 anos
  • Tabagismo
O HPV afeta tanto homens quanto mulheres?
Sim!
Quais os riscos da infecção por HPV em mulheres grávidas?
A ocorrência de HPV durante a gravidez não implica obrigatoriamente numa má formação do feto nem impede o parto vaginal (parto normal). A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após análise individual de cada caso.
Qual é o tratamento?
A maioria das infecções é assintomática ou inaparente e de caráter transitório. As formas de apresentação são clínicas (lesões exofíticas ou verrugas) e subclínicas (sem lesão aparente). Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser ou cirúrgico). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.
Como prevenir?
Por ser o maior causador de câncer do colo do útero precisa ser descoberto o quanto antes. É importante fazer, ao menos uma vez ao ano, exames preventivos. Uso de preservativos também ajuda prevenir. Fique sempre atento aos sintomas: coceira, corrimento, sangramento anormal e dor durante a relação sexual.
Fumar, beber em excesso ou usar drogas afeta o sistema de defesa do organismo, o que contribui para o aparecimento do vírus.
VACINA
A Organização Mundial da Saúde recomenda que a vacinação contra HPV seja incluída nos programas de imunização. No entanto, no Brasil a substância ainda não está disponível na rede pública. Na rede particular, o custo de cada dose é, em média, de R$ 300,00. São necessárias três doses.
Segundo a médica ginecologista Juliane Lotuffo, a vacina contra o HPV é bastante segura. “Foi largamente testada antes de ser liberada mundialmente. A vacina não utiliza nenhuma partícula do vírus de verdade.”
Ainda de acordo com a médica, a vacina além de prevenir a infecção pelo HPV protege as mulheres contra o câncer do colo do útero.
A vacina protege contra todos os tipos do HPV?
Não. Mas protege contra os tipos mais perigosos: 6,11,16 e 18
Quem deve tomar a vacina?
Pessoas entre 9 e 26 anos.
Meninos devem tomar a vacina também?
Sim.
Quais os efeitos colaterais mais comuns?
Os re­sul­ta­dos dos en­saios clí­ni­cos (de todas as va­ci­nas con­tra o HPV) pu­bli­ca­dos em re­vis­tas in­ter­na­cio­nais não apon­tam para esses problemas. Os efei­tos ad­ver­sos mais des­ta­ca­dos são mal estar (tipo gripe) e dor no local da injeção. Porém, frequentemente, de leve intensidade.

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