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Diversos fatos importantes marcaram a primeira semana de fevereiro de 2011: no ESPORTE, a derrota e consequente eliminação do Corinthians na Copa Libertadores; no cenário INTERNACIONAL, as manifestações no Egito; no mundo da MODA, os desfiles da SPFW; houve também o anuncio da venda do  PanAmericano pelo empresário Silvio Santos. Mas entre vários acontecimentos, foram as declarações de duas pessoas públicas que me despertaram mais atenção, digo até indignação.
A primeira trata-se da afirmação de José Sarney (PMDB-AP), após assumir a presidência do Senado pela quarta vez! Além do fato se Sarney pretender entrar no Guiness, na categoria de recordista na presidência do Senado (só pode!), o peemedebista disse que sua permanência no cargo é “sacrifício pessoal”. E não acabou aí. O ‘morango do bolo’ é que Sarney ainda afirmou que a ética tem sido seu “exemplo de vida inteira”. Ética? Exemplo de vida inteira? Mas o que dizer então dos 11 pedidos de cassação de seu mandato no Conselho de Ética do Senado no escândalo conhecido como “atos secretos”? – e olha que eu nem aprofundei a discussão na família Sarney’…
Parece brincadeira.
Só pode ser piada – de muito mau gosto, mas ainda assim uma piada.
O pior é que não é. É sacrifício.
Sacrifício?
Sacrifício é o que eu estou fazendo para entender o sacrifício que ele está fazendo para se manter no cargo. Coitadinho. Um trabalho tão puxado. Tão difícil. Tãããããão mal remunerado.
Sarney faz-me rir.
Com todo respeito a quem o elegeu, mas sacrifício faz a outra parte do povo que não lhe deu voto e, mesmo assim, terá que agüentá-lo.
Sacrifício faz quem é pai de família e ganha um salário mínimo para sustentar esposa e filhos.
Sacrifício faz quem precisa de atendimento médico pelo SUS e espera horas, dias ou meses para conseguir realizar consulta ou exame.
Sacrifício faz o professor que, apesar de salas lotadas, recebe uma miséria de salário.
Como cidadã cumpridora de minhas obrigações espero que este seja o último sacrifício de Sarney. Que assim seja.
E ainda como cidadã, e jornalista que sou, outra declaração causou surpresa. A ‘pérola’ foi do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que afirmou nesta sexta-feira (4) que o sistema de transmissão de energia do Brasil é “robusto e moderno”. O curioso é que a afirmação foi dada logo após um Apagão atingir pelo menos oito estados da região Nordeste do Brasil. Eu disse OITO estados. O ministro recusou definir o ocorrido como Apagão, disse que foi apenas “uma interrupção temporária de energia elétrica que pode acontecer em qualquer lugar do mundo”.
Ora ministro, interrupção de energia por quase três horas em cidades de oito estados brasileiros É um Apagão. E Apagão com A(maiúsculo).
Lobão ainda garantiu que o ‘incidente’ não vai acontecer de novo e descartou a possibilidade de um novo Apagão na Copa de 2014. Garantiu? Que garantia é essa? Nos OUTROS apagões os brasileiros tiveram a mesma garantia, receberam a mesma promessa e mesmo assim eles voltaram a acontecer. 
Prejuízos nas fábricas; transtornos nas casas; escuridão nas ruas.
Estranho.
Sistema elétrico “robusto e moderno”?
Garantia de que Apagão não vai mais acontecer?
Será que os outros Apagões foram apagados?
Será que a garantia perdeu o prazo de validade?
Esse assunto está apagando minha paciência.
É hora de apagar a luz e dormir…

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