Escolha uma Página

Jornalista é um cara que sente obrigação de ter opinião sobre tudo. Sobre esquemas táticos de futebol, sobre os rumos da economia global, sobre nanotecnologia (muitas vezes até sem saber muito bem o que é essa tal nanotecnologia).

Numa mesa de bar, um jornalista sem opinião é vexame na certa. Sujeito vulnerável. É como estar nu em praça pública contra a sua vontade.

A juventude que toma as ruas por mudanças no Brasil deixou velhos formadores de opinião da imprensa brasileira com as calças arriadas na praça. Talvez eles não contassem com todo esse movimento ou estão mesmo meio enferrujados para falar de revolução.

Velhos formadores da opinião pública tentando entender a opinião própria do público.

Até o Jabor, uma espécie de ser iluminado e dono de verdades supremas, detonou e, depois, amansou. Pediu desculpas. Reavaliou sua posição.

Um fato é que todos nós, jornalistas ou não, estamos vivendo dias malucos para se ter opinião. Tem gente com opinião demais, gente desesperada para formar logo uma opiniãozinha sequer, gente com opinião radical, light, opinião nem tanto lá nem tanto cá, ou até em busca da “mais bacana das opiniões”.

Ter opinião é ótimo. Só é preciso entender que ter opinião não é se posicionar apenas por obrigação de se posicionar. Ou para não dar vexame no bar e nas redes sociais. Ter opinião é refletir. É conhecer os valores que preza, o mundo que deseja construir.

Sei lá, essa é minha opinião. Ou não.


Fonte: httpssssss://desilusoesperdidas.blogspot.com.br/2013/06/dias-malucos-para-se-ter-opiniao.html

Pin It on Pinterest

Share This